Doença de Crohn
A doença de Crohn é uma das duas formas principais de doença inflamatória intestinal (DII). Pode acometer qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus, com inflamação transmural que pode levar a complicações estruturais — estenoses, fístulas e abscessos. O tratamento é multidisciplinar: clínico (com gastroenterologista) e cirúrgico (com coloproctologista, quando necessário).
O que é a doença de Crohn
É uma doença inflamatória crônica do trato digestivo, de causa autoimune e multifatorial. Ao contrário da retocolite ulcerativa, pode atingir qualquer segmento — da boca ao ânus — e a inflamação é transmural (envolve todas as camadas da parede intestinal). Isso favorece complicações como estenoses, fístulas e abscessos.
O acompanhamento principal é com gastroenterologista, que conduz o tratamento clínico (medicamentos imunossupressores e biológicos). O coloproctologista entra em cena quando há manifestações perianais (fístulas, abscessos, fissuras atípicas), necessidade de colonoscopia diagnóstica, ou indicação cirúrgica por complicações.
Sintomas característicos
- Dor abdominal crônica
- Diarreia (com ou sem sangue)
- Perda de peso
- Febre baixa recorrente
- Fadiga
- Manifestações perianais: fístulas, abscessos, fissuras atípicas
- Manifestações extraintestinais: articulares, cutâneas, oculares
Características
- Causa autoimune e multifatorial
- Componente genético importante
- Tabagismo aumenta gravidade
- Microbiota intestinal alterada
- Pode acometer qualquer parte do trato digestivo
- Curso crônico com surtos e remissões
- Manifestações perianais em até 30% dos casos
Como é o tratamento
Tratamento principal é clínico, com gastroenterologista. O coloproctologista atua em complicações específicas e cirurgias.
Tratamento medicamentoso
Manejado pelo gastroenterologista: corticoides, imunossupressores e biológicos (anti-TNF, anti-integrina, anti-IL). Objetivo é induzir e manter remissão.
Discutido na consultaTratamento de manifestações perianais
Drenagem de abscessos, sedenho em fístulas, manejo de fissuras atípicas. Geralmente em parceria com gastroenterologista e uso concomitante de biológicos.
Ver detalhes → CirúrgicoCirurgia intestinal
Indicada em estenoses sintomáticas, fístulas internas, abscessos, perfuração, sangramento incontrolável ou refratariedade. Estratégia preserva o máximo de intestino possível.
Ver detalhes →Perguntas frequentes
Doença de Crohn tem cura?
Não. É uma condição crônica. O objetivo do tratamento é induzir e manter remissão prolongada, com qualidade de vida — e a maioria dos pacientes consegue isso com terapia adequada.
Quem deve me acompanhar — gastroenterologista ou coloproctologista?
O acompanhamento principal é com gastroenterologista. O coloproctologista atua em momentos específicos: avaliação inicial com colonoscopia, manejo de manifestações perianais e cirurgias quando necessárias.
Doença de Crohn aumenta risco de câncer?
Sim, modestamente. Pacientes com Crohn de longa duração (mais de 10 anos) e acometimento extenso do cólon têm risco aumentado de câncer colorretal. Colonoscopias de vigilância são parte do seguimento.
Fístula em Crohn precisa sempre de cirurgia?
Não. Muitas fístulas perianais em Crohn são tratadas com biológicos (anti-TNF) e sedenho de drenagem. A cirurgia definitiva é considerada após controle da inflamação ativa.
Posso ter filhos com doença de Crohn?
Sim. A maioria das pessoas com Crohn tem gestações bem-sucedidas. O ideal é planejar a gestação durante período de remissão e manter acompanhamento conjunto com gastroenterologista.
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Avaliação cuidadosa
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