Câncer Colorretal
O câncer colorretal é o terceiro tumor maligno mais frequente no mundo. A boa notícia: é um dos cânceres com maior potencial de cura quando diagnosticado cedo — em estágios iniciais, a sobrevida em 5 anos ultrapassa 90%. A má notícia: ainda recebemos diariamente pacientes em estágios avançados porque a colonoscopia de rastreio não foi feita.
O que é o câncer colorretal
É o tumor maligno que se desenvolve no cólon (intestino grosso) ou no reto. Na quase totalidade dos casos, surge a partir de pólipos — pequenas lesões benignas na parede do intestino que podem, ao longo de anos, sofrer transformação maligna.
O ponto-chave: se removemos o pólipo durante a colonoscopia, interrompemos essa progressão antes mesmo do câncer existir. A colonoscopia é, simultaneamente, exame diagnóstico e exame preventivo.
Sintomas característicos
- Sangramento nas fezes (vermelho-vivo ou escuro)
- Mudança no hábito intestinal por mais de 2-3 semanas
- Fezes mais finas que o habitual
- Sensação de evacuação incompleta
- Cólicas e dor abdominal persistente
- Perda de peso sem causa aparente
- Anemia inexplicada
Fatores de risco
- Idade acima de 45 anos
- Histórico familiar (parente de primeiro grau)
- Síndromes hereditárias (Lynch, polipose familiar)
- Doença inflamatória intestinal de longa duração
- Dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas
- Obesidade, sedentarismo, tabagismo
- Diabetes tipo 2
Como é o tratamento
Cirurgia é o pilar do tratamento curativo. A escolha da técnica e a necessidade de tratamentos complementares (quimio, radioterapia) dependem do estadiamento.
Colonoscopia com biópsia
Exame definitivo para o diagnóstico. Permite visualizar a lesão, fazer biópsia e remover pólipos no mesmo procedimento.
Ver detalhes → CirúrgicoCirurgia robótica colorretal
Ressecção do segmento intestinal acometido com drenagem linfática, em plataforma robótica da Vinci. Padrão técnico atual em câncer de reto.
Ver detalhes →Quimio e radioterapia
Tratamentos complementares antes ou depois da cirurgia, conforme estadiamento. Decisão em equipe multidisciplinar com oncologista clínico e radioterapeuta.
Discutido na consultaPerguntas frequentes
Quem deve fazer colonoscopia de rastreio?
Pessoas sem fatores de risco a partir dos 45 anos. Com histórico familiar de câncer colorretal em parente de primeiro grau, começar 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar, ou aos 40 anos — o que vier primeiro.
Câncer colorretal tem cura?
Sim. Em estágios iniciais, a sobrevida em cinco anos ultrapassa 90%. É um dos tumores com maior potencial de cura quando o rastreio é feito.
Pólipo é câncer?
Não. Pólipo é uma lesão benigna que pode, ao longo de anos, sofrer transformação maligna. Durante a colonoscopia, pólipos identificados são removidos no mesmo procedimento, interrompendo essa progressão.
O câncer colorretal é hereditário?
Cerca de 5-10% dos casos têm origem hereditária bem definida (Lynch, polipose familiar). Outros 20-30% têm histórico familiar sem síndrome identificada. A maioria ocorre sem histórico familiar.
Onde me aprofundar?
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